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Em encontros pelo Brasil, Abimaq discute propostas para o setor

Em encontros pelo Brasil, Abimaq discute propostas para o setor

Considerado um momento particularmente difícil para o setor de máquinas e equipamentos, a diretoria da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq),

nos meses de setembro e outubro, realizou diversos encontros pelo Brasil ouvindo associadas, prestando contas das ações realizadas e esclarecendo medidas propostas a todos os presidenciáveis de criação de uma política industrial que possa reverter a atual situação do setor.

A associação divulgou recentemente o resumo das propostas apresentadas pelas associadas:

1- NSS sobre o faturamento: Maior desoneração para o setor, inclusive sobre a revenda de produtos;

2- Desoneração total do ICMS nas saídas de bens de capital no Brasil;

3 – Diferimento do ICMS, IPI, PIS e COFINS nas entradas das matérias-primas, material de embalagens e insumos, quando a aquisição for por parte dos fabricantes no país;

4 – SPED – Livro de Registro da Produção e Estoques (Bloco K): Prorrogar sua vigência para o início de 2017;

5 – Maior proteção para as indústrias que estão perdendo espaço para produtos importados;

6 – Solicitar ao BNDES a revisão do conteúdo nacional dos atuais 60% para 50%;

7- Pedir ao BNDES que aceite o índice de nacionalização mínimo de 15% para produtos que não têm componentes ou matéria-prima no Brasil e no Mercosul;

8 – Cartão BNDES: Incluir quesitos (item 6 e 7) também nesta modalidade de vendas;

9 – Solicitar aos estados, via SEFAZ, que se suspenda a cobrança do ICMS da substituição tributária dos produtos;

10 – Trabalhar para uma ampla reforma tributária, trabalhista e previdenciária nos moldes europeus;

11 – Buscar taxa de juros e câmbio compatíveis com os países de primeiro mundo;

12 – Ter escritório regional em Chapecó;

13 – Trabalhar para uma ampla e geral reforma política partidária;

14 – Elaborar uma campanha nacional positiva, que promova as máquinas e equipamentos fabricados no Brasil, com a criação de um “Selo ABIMAQ”;

15 – Desenvolvimento de interfaces entre as empresas associadas que desejam crescer;

16 – Projeto de busca e desenvolvimento de fornecedores de insumos faltantes na cadeia de fornecimento nacional;

17 – Organizar um cluster de opções de financiamento para máquinas e equipamentos nacionais, além do FINAME e Cartão BNDES, para empresas que não têm a estrutura para responder à burocracia do BNDES.

Em Joinville, associadas encaminham pleitos à ABIMAQ

O presidente da ABIMAQ, Carlos Pastoriza, o diretor da entidade, Germano Rigotto, e o presidente executivo da associação, José Velloso, participaram de encontro, no dia 30 de setembro, com empresários catarinenses.

Na oportunidade, os diretores da Abimaq no estado, Ovandi Rosenstock, Marcos Lichtblau, Vendelino Titz e Valdir Albrecht encaminharam à entidade uma lista com 17 sugestões e pleitos colhidos entre as empresas da região.

No Paraná e em Piracicaba, associados pedem reforma política

Participantes concluíram que o país, embora se encontre em uma encruzilhada, pode retomar o seu rumo e necessita de reformas.

Carlos Pastoriza esteve em Curitiba, em setembro, para o seu primeiro encontro com empresários da região.

Marcello Luparia, presidente da ABIMAQ Paraná, destacou a necessidade de “estarmos atentos e cobrarmos as reformas estruturais e políticas da presidente”.

Germano Rigotto, diretor de ação política da entidade, relembrou que a partir do enfraquecimento das “grandes locomotivas econômicas”, o Brasil teve a chance de ocupar importantes espaços na economia mundial. “Mas não o fez, porque deixou de realizar as reformas estruturais que agora dependerão de uma postura de estadista por parte da presidência”.

Pastoriza atribuiu o atraso do maquinário nacional aos anos de real valorizado, taxa de juros elevada, falta de infraestrutura, alto custo logístico e sistema tributário maluco. “Nossa indústria ficou com margens quase zeradas e parou de investir”, observou.

O presidente relembrou as bases do Modermaq, programa para estimular a troca de equipamentos com mais de 20 anos. Confiante, espera que a presidente adote a iniciativa, essencial ao fomento do parque industrial brasileiro.

Piracicaba

Em outubro, a Abimaq se reuniu com diretores e líderes regionais em Piracicaba, onde Pastoriza afirmou a necessidade de realizar reformas para a reversão do atual quadro. Segundo ele, a principal delas é a política e apontou a redução do número de partidos e ministérios como uma das medidas a serem tomadas.

Pastoriza avaliou que os investimentos produtivos estão cada vez menores. Para ele, os resultados ruins do setor se originam dos juros altos, da elevada carga de impostos e do câmbio desfavorável. O presidente ainda considera que as reformas previdenciária e tributária também são importantes.

Para Erfides Bortolazzo, vice-presidente da entidade, o processo de desindustrialização chegou à região. “O quadro já era ruim com a crise no setor sucroalcooleiro. A indústria automotiva e de máquinas agrícolas reduziam as perdas nesta região. Hoje, a crise chegou a estes setores”, afirmou.

Rigotto afirmou que há quase um consenso na sociedade sobre as medidas necessárias. “A reforma política é indispensável. Nas normas tributárias, cada estado tem uma lei para o ICMS, o que gera insegurança jurídica”, salientou Rigotto.

Em Bento Gonçalves, ‘Por que o Brasil não cresce’ é tema de palestra

Os cenários para investimentos no Brasil foi assunto abordado no Workshop de Melhoria Produtiva. A falta de investimentos em infraestrutura, o abandono do tripé (juros, câmbio e tributos), exigências de conteúdo local e a falta de acordos comerciais foram alguns dos pontos colocados pelo presidente da Abimaq, sobre o não crescimento do setor industrial durante palestra no Workshop Empresarial da Melhoria Produtiva, em outubro, na cidade de Bento Gonçalves (RS).

Na conferência, cujo tema foi “Cenários para Investimentos no Brasil”, Pastoriza expôs os principais desafios para a retomada do crescimento do país.

Em Ribeirão Preto, setor sucroenergético é tema do encontro

“A indústria de bens de capital do país passa por um momento muito difícil. Vivemos uma situação de juros elevados, carga tributária desproporcional e câmbio valorizado. Tudo isso dificulta a competitividade do setor”.

Com base nessa avaliação, Pastoriza discursou, no dia 7 de outubro, em Ribeirão Preto. Na oportunidade, foi debatido o combalido setor sucroenergético, que tem seu polo industrial naquela região e carece de políticas estruturantes para que volte à sua plena atividade.

O encontro teve exposições de José Velloso, presidente executivo, Germano Rigotto, diretor de ação política, além de Alessandra Bernuzzi, diretora da regional de Ribeirão Preto, que destacou a necessidade da presidente acatar as propostas sugeridas pela entidade em cartilha entregue aos presidenciáveis.

No Vale do Paraíba, são sugeridas medidas para a recuperação do setor

“Tivemos muitas conquistas para o setor nos últimos anos, mas, mesmo assim, estamos vivendo um momento crítico. A presidente do Brasil precisa rever o cenário da indústria e as possibilidades para aumentar a competitividade no país”, afirmou Pastoriza na ocasião.

Ele destacou que o aumento da competitividade no setor trará novas oportunidades de emprego na indústria, o que poderá estimular o aumento do PIB. “Além disso, será necessário retomar a produção nacional no setor, que tem perdido espaço para os produtos importados”, contou.

O vice-presidente da Abimaq Vale do Paraíba, Mário Sarraf, salientou a urgência das necessidades do segmento. “Vivemos uma situação de muita dificuldade na indústria e as empresas correm o risco de se inviabilizarem se nenhuma medida for tomada em caráter emergencial”, reforçou.

Fonte: Abimaq